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Mercado segurador é concentrado, diz Susep

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Por Juliana Schincariol — Valor Econômico

Solange Vieira defende medidas para aumentar concorrência e ampliar uso de tecnologia

O mercado de seguros no Brasil ainda é concentrado e tem baixo uso de tecnologia, o que diminui sua transparência, na visão de Solange Vieira, que comanda a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Medidas como a implementação do sandbox regulatório, a segmentação das empresas e apólice eletrônica, previstas para 2020, devem ajudar no desenvol

Hoje no Brasil não se contrata seguros via internet ou celular, mesmo os produtos massificados. “Queremos que o seguro possa ser utilizado dessa forma. Gostaríamos que as plataformas da diversas seguradoras pudessem ser facilmente comparadas pelo consumidor e que a concorrência de preço fosse mais efetiva”, disse ao Valor.

Um projeto sobre a implementação de apólice eletrônica corria na Susep há dez anos, sem avançar. Depois que Solange assumiu o posto em março, uma nova consulta pública foi levada a mercado. Agora, o objetivo é que seja implementada de forma voluntária a partir de fevereiro, com início obrigatório a partir de março, começando pelo segmento de grande

Os custos e prazos de implementação preocupam o setor, o que para a economista é natural. “A implementação de uma base tecnológica inicialmente é cara. A mudança de plataforma tem um custo inicial e se você não é pressionado pela concorrência é natural que se acomode. Por isso, acho tão importante incentivar a concorrência, criar o mecanismo de san

A apólice eletrônica, chamada de Sistema de Registro de Operações (SRO), visa dar à autarquia e consumidores o acesso aos seus contratos de forma digital, um primeiro passo para a adoção do chamado “open insurance”. O modelo de um marco regulatório sobre o assunto pode começar a ser discutido a partir do final do ano.

“Esse avanço tecnológico, essa mudança na forma de operar do setor de seguros certamente vai reduzir as margens de lucro, mas vai aumentar a escala de vendas. Devemos ter um aumento significativo da cobertura no país e com isso o ganho final fica melhor”, disse.

No ano passado, o mercado segurador teve uma receita total de R$ 272,2 bilhões, um crescimento de 6,91%, segundo prévia divulgada pela superintendência. O mercado de previdência puxou essa alta, com avanço de 11,42%. Esse crescimento pode ser muito maior, na visão da superintendente. Solange considera que o setor é concentrado porque a proporção en

Para o presidente da Confederação Nacional de Seguros (CNSeg), Marcio Coriolano, uma referência usada globalmente para aferir a concentração é o índice Herfindahl-Hirschman, que é de 9,7% para o ramo de automóveis no Brasil e de 6,4% nos Estados Unidos – valores abaixo de 25% apontam baixa concentração. No segmento de ramos elementares, o indicador

Para ele, não há falta de transparência de informações, mas incapacidade da Susep de trabalhar e divulgar os dados que recebe. O regulador diz que tem investido em tecnologia e elevou a área a um status de diretoria.

A intermediação do mercado – feita por agentes ou corretores – no Brasil é mais cara do que a média mundial, segundo a superintendente. “A desintermediação do mercado é um importante mecanismo para a redução de preços. O percentual de comissões pagas é quase o dobro dos demais países”, diz. Solange defende que o consumidor tem que ter o direito de

A fusão da Susep com a Previc, que regula os fundos de pensão, faz parte dos planos do governo. No entanto, o assunto não avançou e depende do Congresso Nacional, assim como uma eventual extinção do DPVAT. O Supremo Tribunal Federal suspendeu a eficácia da MP que extinguia o seguro obrigatório.

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