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Insurtech pioneira no uso de inteligência artificial, a O2OBOTS cresce com proposta de “experiência Netflix” para seguradoras

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Redação SC Inova, scinova@scinova.com.br

Aumentar a eficiência de vendas em um mercado de R$ 460 bilhões é o foco da startup catarinense, que cresce 20% ao mês mesmo durante a pandemia e tem planos de expansão global, como afirma o CEO e cofundador Leonardo Rochadel (foto).

O mercado de seguros no Brasil começa a criar uma nova experiência de serviços e novos produtos impulsionado pelo uso de inteligência artificial – e uma startup que vem ajudando este setor a redesenhar a jornada de compra de seguros com o uso de tecnologia é a catarinense O2OBOTS. Com sede em Florianópolis, ela desenvolveu uma tecnologia que permite vender seguros via Whatsapp e Facebook Messenger.  

O chamado “Segurobot” apresenta uma cotação de seguro de vida fazendo uma única pergunta ao usuário: a data de nascimento. Segundo a empresa, o processo – caso o consumidor queira contratar o serviço – leva menos de quatro minutos via WhatsApp, incluindo o recebimento da apólice online por e-mail. Há dois anos, o mesmo processo levava até 30 dias para ser executado e, em média, a taxa de conversão de vendas com uso da inteligência artificial chega a ser de até 41% com os clientes mais aplicados. Algumas seguradoras registraram crescimento de até 2,5 vezes em suas taxas de conversão via plataforma.  

“Nosso objetivo é tirar a fricção das jornadas de cotação e contratação online de seguros. Enquanto a maioria dos players precisa fazer de 15 a 20 perguntas para o usuário, usando a inteligência artificial só precisamos de uma: a data de nascimento. O Segurobot entrega uma matriz de decisão simples e fácil de entender para ajudar o usuário a decider em relação a quanto deseja de capital segurado e quanto deseja pagar”, explica o CEO e cofundador da O2OBOTS, Leonardo Rochadel. 

Com o propósito de empoderar os canais de distribuição de seguros, a startup tem em seu portfólio de clientes seguradoras, canais de distribuição, bancos e corretoras de seguros. “Estamos levando para o mercado segurador uma experiência Netflix“, resume.  Desde a fundação, em 2017, a startup captou recursos com aceleradoras e investidores como WOWDarwin Startups e Bossa Nova, além de ter passado por programas de capacitação e aceleração como Startup SC e BNDES Garagem – e agora está em negociações para uma rodada maior. 

O mercado de seguros no Brasil levou quatro anos para começar a replicar a realidade que se encontra na China em relação a adoção do WeChat, inclusive para a distribuição de seguros. Hoje, o mercado nacional adotou o WhatsApp e isso é inquestionável”.

A O2OBOTS oferece 14 tipos diferentes de seguro por meio do aplicativo de conversas campeão de uso no Brasil e tem grandes clientes como TravelAce, Previsul, MAG Seguros e Mapfre, entre outros. 

O momento é de crescimento acelerado, apesar do baque inicial provocado pela pandemia. Até metade de março, lembra o CEO, a empresa já tinha faturado um terço da receita de 2019 inteiro, “mas aí veio o lockdown e sentimos um impacto forte com inadimplência e churn (perda de clientes) em março e abril. Mas nos meses de maio e junho, não só revertemos as perdas como também estamos dobrando a quantidade de novos clientes a cada mês, consequência da necessidade de transformação digital acelerada do mercado segurador”.  

Um dado mostra como o novo momento vem acelerando os negócios da empresa: antes da Covid, o ciclo de vendas da solução para as seguradoras durava entre seis e doze meses, com inúmeras reuniões presenciais. O último contrato assinado com uma seguradora levou 19 dias para ser assinado, após a primeira reunião online, diz o empreendedor: “com os últimos contratos assinados, a perspectiva é de uma expansão média de 35% ao mês durante 2020/21”.  

Junto com ele à frente da empresa estão Sílvia Oliveira, com mais de 20 anos de experiência no mercado Segurador, o executivo francês Thierry Jean, com passagem por multinacionais e empresas de tecnologia, e o engenheiro de software e CTO Vitor Henckel, especialista em Inteligência Artificial.

AARON ROSS & INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO FACEBOOK: GATILHOS PARA A CRIAÇÃO DA STARTUP 

A história da O2OBOTS começou em 2016, durante um período sabático e com uma inquietação de Leonardo: a dificuldade de montar “máquinas de vendas” combinando tecnologia, inside sales e pessoas para “rodar em alta-velocidade por grandes distâncias”.

“Sempre tive a oportunidade de criar “máquinas de vendas” que combinavam o uso de um canal de geração de leads qualificados, um perfil de equipe de vendedores e um modelo de negócios e, em todas as operações, depois de ajustadas todas as engrenagens, toda vez que aumentávamos a carga, surgia a necessidade de fazer ajustes nas engrenagens, que continuavam gerando resultados, porém consumindo mais combustível – e, na maioria das vezes, os ajustes mais difíceis de executar estavam relacionados ao treinamento das pessoas e atualização de manuais (“playbooks”), recorda.   

Natural de São Paulo, Leonardo tem uma larga experiência empreendendo. Na adolescência, administrava uma marca de surfwear e “fechava negócios pegando onda”, como recorda. Chegou a Florianópolis em 2002, para ser diretor na desenvolvedora de CRM eCentry e, em 2006, fundou a Zartana – pioneira no país a utilizar o conceito de envios de milhões de e-mail por hora em campanhas de email marketing dos maiores players do eCommerce no Brasil, vendida em 2009 para a Serasa Experian.  

A pilha por criar empresas em mercados emergentes se manteve nos anos seguintes, quando ajudou a fundar a Wiaxis em 2005, que ofertava soluções de mobile payment e mobile banking para o sistema financeiro antes da febre dos smartphones. E, com a ascensão definitiva dos aparelhos multifuncionais, a partir de 2012, deixou a Wiaxis para se dedicar à plataforma de mobile payment TopPay. Em 2015, voltou para Florianópolis, para tirar um período sabático antes de começar a O2OBOTS. 

Dois acontecimentos marcantes para a criação da empresa que iniciou em maio de 2016: o Facebook abriu sua plataforma para inteligência artificial (seguindo o líder Wechat, na China) e a leitura do livro “Predictable Revenue” (Receita Previsível), de Aaron Ross, “um soco na boca do estômago”, compara Leonardo. O novo contexto levou à criação de máquina de vendas que usa inteligência artificial (robôs) nos aplicativos de mensagem de texto – Facebook Messenger e WhatsApp para vender Seguros – e assim começou o negócio da O2OBOTS. 

“Precisamos de 11 meses para começar a gerar caixa, e encontrar nosso primeiro product-market fit. Começamos mirando em corretoras de seguros, que por sua vez nos trouxeram as seguradoras. Com o NPS alto, as seguradoras nos trouxeram os primeiros bancos em 2019”, resume. 

Diferente de outras empresas de TI brasileiras, que buscam a expansão inicialmente nos países vizinhos da América Latina, a estratégia da startup para internacionalização aponta para Europa e Estados Unidos. 

“Estamos conversando com nossos clientes – grandes grupos seguradores globais – para replicar o modelo de negócios construído no Brasil a outros mercados-alvo. Com alguns desses grupos, construímos os primeiros cases globais de venda online de seguros através do WhatsApp e Facebook e percebemos que existe um caminho mais curto e com menos investimento para replicar esse modelo globalmente”, finaliza Leonardo.

CATEGORIAS:Inovadores,StartupSCTAGS:O2O Bots

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